domingo, 13 de dezembro de 2009



Coisas que sem querer me vieram parar às mãos!


"Dar aos idosos 80 euros é um ultraje e um insulto porque eles, diabéticos, vão beber cerveja e comer doces e serão roubados pelos filhos" [Maria José Nogueira Pinto, JN]



Descoberto aqui

sábado, 12 de dezembro de 2009

O melhor? O melhor é a cara da senhora atrás da Maria José Nogueira Pinto, nos primeiros segundos deste filme... Depois daquele "este palhaço, que é o senhor", o sorriso estatela-se e o horror transparece, de boca aberta. Era capaz de ver aqueles primeiros 6 segundos em loop, centenas de vezes...

domingo, 6 de dezembro de 2009



Bendito o corpo
que cede e se cansa

Bendito o cansaço
que traz repouso aos músculos

Benditos músculos
que adormecem o cérebro




sábado, 21 de novembro de 2009

How the Pope could get all the pussy (and feed the world). Genial Ideia. Eu ao Papa pensava seriamente.




domingo, 15 de novembro de 2009

Tudo o que eu queria saber dizer assim, acerca do casamento e do referendo, aqui, aqui, aqui e aqui.


E já agora, aqui.

domingo, 8 de novembro de 2009

Descobri hoje, só hoje, que Ramiro Musotto morreu este ano, de cancro.
A 11 de Setembro.





Merda.

domingo, 1 de novembro de 2009

Deixei morrer os meus três relógios de pulso. Um a um.

Terá sido inconscientemente?

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Hoje toco com 77


aqui
, em Lisboa.





Apareçam!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009




roubado daqui

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Um incauto deste mundo chegou a este pardieiro procurando no google "taberna do prazer". Desresponsabilizo-me pela desilusão que teve, mas gosto do ar medieval da expressão... "taberna do prazer" soa a sexo porco e suado, mas de uma forma ingénua e pueril, romanesca e medieval. Soa bem.





domingo, 4 de outubro de 2009


Depois de todo o género de incidentes, hoje toco no Twin's da Foz, por volta da meia-noite. Apareçam, que é capaz de ter piada.



segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Adoro quando um político experiente não consegue explicar resultados eleitorais, mas o Alberto João consegue mesmo assim ser sempre articulado:



Também adoro este novo mobile journalism, porque só assim se conseguem ouvir perguntas fulcrais, como "é bom jogar matraquilhos, não é?" ou aprender sobre a massada de peixe do Jerónimo...


domingo, 27 de setembro de 2009

O trabalho que esta merda deu...
é inspirador






quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Muito Muito familiar



Em Novembro de 2007, fui contactado por Nick Coleman, crítico inglês de música, que lera a minha descrição do Dr. Jorgensen. Contou-me que o seu ouvido e sobretudo a sua percepção de música se tinham alterado drasticamente depois de, uns meses antes, ter perdido a audição num dos ouvidos. A música tinha sido central na vida de Coleman, e agora, com a perda da estereofonia, descobrira que perdera não só a amplitude e o espaço da música, mas também o seu impacto emocional. Escreveu posteriormente sobre a sua experiência no Guardian:


Imagino que se gosta de música, esta tem, na sua cabeça, uma espécie de terceira dimensão que sugere volume bem como superfície, profundidade de campo bem como textura. Falando por mim, costumava ouvir "prédios" sempre que ouvia música - formas tridimensionais de substância e tensão arquitectónicas. Não "via" os prédios no seu sentido sinestético, mas sentia-os na minha percepção. Estas formas apresentavam "chãos", "paredes", "telhados", "janelas", "caves". Expressavam volume. Eram construídas a partir de superfícies interligadasque dependiam umas das outras para serem coerentes. A música para mim foi sempre um contentor tridimensional, um recipiente, tão real como um acampamento de escuteiros, uma catedral ou um navio, com interior e exterior, e subdividido em espaços internos. Tenho a certeza de que esta "arquitectura" tinha tudo a ver com a razão pela qual a música sempre exerceu em mim uma força emocional tão grande.
Mantive-me sempre calado em relação a esta história de arquitectura, em parte... porque nunca estive inteiramente confiante de que falar de "arquitectura" era exactamente o que queria dizer. Talvez "ouvir música de forma arquitectón
ica" fosse falta de clareza da minha parte.
Mas estou confiante agora. "De forma arquitectónica" era uma expressão certeira. O que agora ouço quando ouço música é uma representação plana, de duas dimensões: plano, literalmente plano, como uma folha de papel com linhas. Onde antes encontrava prédios, agora tenho projectos arquitectónicos. Consigo interpretar o que mostram mas não apreendo a estrutura exacta: não consigo entrar na música e não consigo perceber os seus espaços interiores. Os desenhos técnicos nunca me bateram emocionalmente. Isto é o que magoa realmente. Já não respondo à música com emoção.

Musicofilia, de Oliver Sacks, 2008
Life in mono, The Guardian, 19 Fevereiro 2008, Nick Coleman

sexta-feira, 18 de setembro de 2009


Acho lindo e acho-me estúpido por tê-lo descoberto tão recentemente:



Preámbulo a las instrucciones para dar cuerda al reloj

Piensa en esto: cuando te regalan un reloj te regalan un pequeño infierno florido, una cadena de rosas, un calabozo de aire. No te dan solamente el reloj, que los cumplas muy felices y esperamos que te dure porque es de buena marca, suizo con áncora de rubíes; no te regalan solamente ese menudo picapedrero que te atarás a la muñeca y pasearás contigo. Te regalan —no lo saben, lo terrible es que no lo saben—, te regalan un nuevo pedazo frágil y precario de ti mismo, algo que es tuyo pero no es tu cuerpo, que hay que atar a tu cuerpo con su correa como un bracito desesperado colgándose de tu muñeca. Te regalan la necesidad de darle cuerda todos los días, la obligación de darle cuerda para que siga siendo un reloj; te regalan la obsesión de atender a la hora exacta en las vitrinas de las joyerías, en el anuncio por la radio, en el servicio telefónico. Te regalan el miedo de perderlo, de que te lo roben, de que se te caiga al suelo y se rompa. Te regalan su marca, y la seguridad de que es una marca mejor que las otras, te regalan la tendencia de comparar tu reloj con los demás relojes. No te regalan un reloj, tú eres el regalado, a ti te ofrecen para el cumpleaños del reloj.


Julio Florencio Cortázar

sábado, 12 de setembro de 2009

Política Olhos nos Olhos

terça-feira, 18 de agosto de 2009

O Inferno é um lugar de culto.
E todos o cultivamos.
Somos agricultores do Inferno.
Todos os dias lhe tiramos as ervas daninhas, plantamos qualquer coisinha e adubamos muito bem.







O Céu não dá trabalho nenhum,

afinal.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009







Como gosto deste gajo...

domingo, 16 de agosto de 2009

Finalmente há coisas novas aqui. Tudo menos novas.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Os Ais


sábado, 25 de julho de 2009

Vagina Love




quinta-feira, 23 de julho de 2009





A altercação subiu de tom repentinamente. O calor que dele se apoderava fê-lo abrir a janela à chuva que os esmagava e a sua condução parecia parte da discussão. Na verdade, o que mais o enervava era a total falta de argumentos. Ela parecia provocá-lo sem sentido, não o deixando falar e berrando pormenores e minudências que, a seu ver, nunca justificariam aquele tom. Berrava também, sabendo que dentro de momentos, se ela o permitisse, se instalaria o SILÊNCIO, que minaria o acordo e os levaria para casa embrulhados em mal-estar e ressentimento.




quarta-feira, 15 de julho de 2009

Amanhã toco aqui, com este senhor.


Façam o favor de aparecer.


quinta-feira, 2 de julho de 2009



Estou lá.
A partir de 26.

terça-feira, 30 de junho de 2009













Um som esticou a cama
varanda fora, rumo ao mar






sábado, 20 de junho de 2009

Wise Words

"Relações fundadas sobre a igualdade na diferença e o respeito pelo desejo, tanto pelo do outro como pelo seu"

in:

domingo, 7 de junho de 2009

Pronto, está dito. Não conheço o mundo.



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terça-feira, 2 de junho de 2009

Bola de papel amachucado no canto do quarto, o meu corpo frio olha o teu corpo quente. Não sente nada, nem tristeza, este corpo.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Experimentar o erro

Experimentar o erro é a coisa mais.

Experimentar o erro é a coisa mais importante
para quem quer construir.

Experimentar a invenção é
Errar.

terça-feira, 12 de maio de 2009

A Caixa


Epimeteu encolhia os ombros nus num gesto de desalento.

Estava já feito.

Feito estava.